Marketplace na era do TikTok: Como os vídeos curtos ajudam a vender mais

Entenda como vídeos curtos e verticais estão transformando marketplaces como Shopee e Mercado Livre: engajamento, vendas e estratégia mobile-first para 2025. O que começou como uma tendência nas redes sociais, puxada por plataformas como TikTok, se tornou uma virada de chave no e-commerce. Os vídeos curtos e verticais ganharam espaço definitivo também dentro dos marketplaces. Além de acompanhar o comportamento mobile first dos consumidores, também potencializa o engajamento e impulsiona as vendas como poucas estratégias estão conseguindo no momento. Esse formato, pensado para reter atenção em segundos e gerar interação, mudou a forma como produtos são vendidos em plataformas como Shopee e Mercado Livre. O efeito é parecido com o que o TikTok fez com o entretenimento: conteúdo rápido, imersivo e viciante, que prende o público até a ação final. Por que os vídeos curtos funcionam tanto nos marketplaces? Primeiro, porque esse formato foi feito pensando em celulares. A tela vertical encaixa direitinho no formato preferido do usuário, não precisa de adaptação nenhuma. Mas não é só isso, os vídeos precisam ser curtos e marcantes, já que poucos segundos determinam se alguém segue assistindo ou passa pro próximo. E o impacto é gigante! Segundo relatórios da VidMob, os vídeos geram conversões até 30% maiores que imagens estáticas. E o tempo de permanência também aumenta: o público curte, comenta, compartilha. E tem mais: dados mais amplos sobre marketing em vídeo destacam que 89% das empresas já usam vídeo como canal principal de comunicação. Ou seja, já virou padrão, não é mais “se”, mas sim “quando” você começa a usar esse formato no seu negócio. Shopee e Mercado Livre: quem abraçou os vídeos primeiro? A Shopee não perdeu tempo e lançou o Shopee Vídeo, uma ferramenta que grava, edita e publica diretamente pelo app. O feed recebe milhares de vídeos por dia, são mais de 15 mil posts, entre produtos e experiências. E tudo isso com efeitos de gamificação e conteúdo recomendado, tipo o feed de uma rede social mesmo. No Mercado Livre, os vídeos curtos viraram parte dos anúncios. Vendedores agora podem anexar tutoriais rápidos, unboxings e reviews diretamente nas suas páginas. E isso traz um ganho muito bom. Anúncios com vídeo recebem até 5 vezes mais visitas, além de poderem ser compartilhados fora do site, por exemplo. Como os vendedores podem surfar nessa onda? E não é só postar o vídeo não, viu? Tem que ter estratégia. Os vendedores que mais convertem entendem que o público decide em segundos se continua assistindo ou não. Mostrar o produto em uso real, escolher os itens certos e passar autenticidade é o caminho que você precisa seguir pra funcionar. Dicas práticas para transformar vídeos em vendas: Mais dados que reforçam esse movimento Essa não é só a sensação de quem acompanha e-commerce, não. Mais de 56% dos vídeos nas redes sociais já seguem o formato vertical e curto, segundo dados publicados pelo The Washington Post. No Mercado Livre, de acordo com a própria plataforma, anúncios com vídeos não só destacam os produtos, mas também aumentam a conversão em até 30%. Além disso, campanhas com vídeos verticais em plataformas como o YouTube Shorts, segundo a Metricool, elevaram o CTR em 12% e impulsionaram as visualizações em 9%. É claro que o TikTok foi o grande catalisador desse comportamento, forçando todo mundo a se adaptar, e hoje os marketplaces aplicam essa lógica para vender mais rápido. O futuro das vendas cabe na tela do celular (e dura poucos segundos) Vídeos curtos se tornaram a “menina dos olhos” nos marketplaces. Eles tem poder de engajar, converter e criar uma experiência visual persuasiva. Quem consegue usar esse formato com estratégia constrói vantagem no mundo dos marketplaces, porque hoje, se não mostra rápido e bem, dificilmente vende. O recado é simples: em 2025, quem domina o vídeo vertical está dominando as vitrines online.
O crescimento da Temu é real mesmo ou apenas hype?

Temu explodiu no Brasil com acessos recorde e economia agressiva. Mas esse crescimento é sustentável? Veja riscos, desafios regulatórios e o que vem por aí. A chegada da Temu ao Brasil, lá em meados de 2024, virou um terremoto no mundo dos marketplaces. Faz alguns meses que a gente vê esse nome sendo cada vez mais citado quando o assunto é e-commerce. Em pouco tempo, o app correu pra alcançar mais acessos e downloads do que nomes já consolidados como Shopee e Magazine Luiza. Quer saber o que está por trás dessa explosão de popularidade, e o que ainda pode estar por vir? Histórico da Temu e ascensão global A Temu não é novata em expansão acelerada. A Temu nasceu em 2022 nos EUA, criada pela PDD Holdings, mesma dona da Pinduoduo. A proposta era ser um modelo factory-to-consumer: eliminar intermediários, oferecer preços absurdamente baixos e garantir uma logística eficiente da China para o mundo. A estratégia vingou demais. Em menos de dois anos, a Temu se colocou entre os maiores e-commerces do planeta, com quase 700 milhões de visitas mensais globais (e apenas um quarto vem dos EUA). Atualmente, a Temu opera em 79 países. Esse crescimento explosivo se deve à combinação de diversos fatores: E o boom da Temu no Brasil é realidade mesmo? Em menos de 12 meses, a Temu saiu do completo anonimato para a liderança em número de acessos no e-commerce brasileiro. Em abril de 2025, a Temu foi o segundo e-commerce mais acessado do Brasil, atrás apenas do Mercado Livre. Foram 276 milhões de visitas, ultrapassando até mesmo a Shopee e a Amazon. Além disso, ela liderou os acessos via web com cerca de 250 milhões de visitas. O grande impacto do app forçou o restante do varejo nacional a se reinventar. Promoções e descontos se intensificaram, a logística foi aprimorada por concorrentes e a atenção ao cliente virou prioridade. O resultado foi uma guerra de preços e benefícios. O consumidor brasileiro, num primeiro momento, foi o maior beneficiado. Quais foram os motores desse crescimento meteórico? O sucesso da Temu tem ingredientes claros: Mas o terreno ainda é firme… por enquanto Apesar da popularidade, a rentabilidade da Temu é alvo de desconfiança. A estratégia é impulsionada por subsídios generosos. Ou seja, não parece focalizada em lucros imediatos. No cenário internacional, as promoções do app já estão dando sinais de desaceleração. E a pergunta é: por quanto tempo o modelo vai resistir sem ajustes? Desafios específicos no Brasil Qual o calcanhar de Aquiles do app chinês em território brasileiro? Vale ficar de olho (mas com um olhar crítico) Ainda nesse ano, a Temu vai abrir sua plataforma para vendedores nacionais. A ideia é boa. Mais agilidade logística, menos barreiras fiscais e mix de produtos mais alinhado com o consumidor local. Mas cuida que tem pega nisso aí! Com frete subsidiado e o preço baixo sendo o carro-chefe do marketplace, as margens dos lojistas podem ficar mais apertadas. Além disso, devoluções e marca ainda iniciante são pedras no caminho. A ascensão da Temu representa uma revolução no e-commerce brasileiro. Ela tá crescendo rápido e se firmando no mercado. Mas isso também gera dúvidas sobre dependência de produtos importados, o impacto nos pequenos lojistas e controle sobre dados. A hora é de olhar pra frente, mas com o olhar crítico. Se a Temu conseguir unir sua agilidade global com a força local dos lojistas brasileiros, o resultado pode ser poderoso. Mas isso só vai funcionar com equilíbrio entre preço justo, governança e respeito às leis.
Mercado Livre x Shopee: quem se conecta mais com o cliente?

Shopee e Mercado Livre apostam em conexão com clientes. Compare os recursos e descubra qual plataforma gera mais resultado pra vendedores. No e-commerce, vender não é mais só questão de anúncio bem feito e preço competitivo. O que realmente tem feito diferença nos resultados é o nível de relação entre o vendedor e o cliente. E nessa briga por atenção, Shopee e Mercado Livre começaram a apostar em ferramentas que colocam a comunicação direta como protagonista. A Shopee já vinha se destacando nesse sentido com a Transmissão por Chat. Agora, o Mercado Livre começou a liberar o seu próprio recurso: o Canal de Transmissão. Mas e aí, qual dos dois entrega mais pra quem tá na linha de frente das vendas? Shopee e o contato direto com o cliente Desde que chegou no Brasil, a Shopee foi ganhando espaço com uma plataforma simples e cheia de funções pensadas pra gerar mais interação. A “Transmissão por Chat” virou uma das queridinhas de quem já entendeu que manter o cliente próximo faz diferença no fim do mês. Recursos e Benefícios na Shopee: Esse recurso ajuda a movimentar o estoque, gera tráfego, aumenta ticket médio e cria uma base mais engajada. No fim, vira uma ferramenta que faz diferença real no fechamento do mês. Além disso, é fundamental pra criar uma conexão forte com diferentes públicos alvo. O Canal de Transmissão do Mercado Livre Agora chegou a vez do Mercado Livre investir em relacionamento direto. O Canal de Transmissão já começou a aparecer pra alguns vendedores na Central de Marketing, por exemplo. Isso faz parte do esforço da plataforma de incentivar a fidelização. Recursos e Diferenciais do Mercado Livre: Dicas de Uso: O próprio Meli recomenda bater os 100 seguidores o quanto antes e usar a ferramenta em datas estratégicas. Além disso, acompanhar as métricas de desempenho pode ajudar a ajustar o que for necessário pra alcançar sucesso nas vendas. Comparando os dois: Shopee e Mercado Livre A principal diferença entre as duas ferramentas está no custo e na flexibilidade que cada uma oferece. A Shopee disponibiliza o recurso de transmissão por chat de forma gratuita, desde que o vendedor atenda aos critérios da plataforma. Já o Mercado Livre oferece seu Canal de Transmissão como uma funcionalidade paga, o que pode ser um obstáculo para quem está começando a vender agora ou já trabalha com margens mais apertadas. Quando o assunto é personalização de mensagens e segmentação de públicos alvo, a Shopee ainda leva vantagem. A plataforma permite filtros mais específicos e detalhados. Dá pra personalizar por idade, gênero e comportamento de compra, o que é essencial pra quem quer entregar a mensagem no momento certo. No caso do Mercado Livre, o Canal de Transmissão ainda é mais engessado. As mensagens são enviadas de forma geral para todos os seguidores da loja online, com modelos pré-definidos: lançamento de produto, cupom de desconto ou promoção. Isso limita um pouco a flexibilidade de comunicação e pode reduzir a eficácia da estratégia. Mesmo assim, é importante reconhecer que tanto Mercado Livre quanto Shopee estão caminhando para entregar ferramentas que ajudam no sucesso nas vendas. O ideal é que cada vendedor avalie suas metas, produtos e serviços oferecidos, e escolha a plataforma que mais se encaixa com sua estratégia de comunicação direta. Ambas podem ajudar de formas diferentes, e estar por dentro dessas funcionalidades faz parte de quem quer se destacar. E o impacto disso tudo? Pra quem vive de vendas online, qualquer recurso que facilite a comunicação com o cliente é um trunfo. E essas ferramentas são exatamente isso: atalhos pra manter a conversa ativa, gerar mais oportunidades e construir uma base fiel. A Shopee já provou que manter o cliente próximo gera mais vendas, mais recompra e mais relevância pro seller. O Mercado Livre, por outro lado, começa a entender isso agora. O lado bom é que ele tem força de mercado pra acelerar e entregar algo competitivo em pouco tempo. Sem contar que tudo isso ajuda na retenção. O cliente que sente que a loja “fala com ele” com mais frequência e de forma personalizada tende a voltar e indicar. Isso tem impacto direto no CAC, no LTV e até no posicionamento da loja dentro da plataforma. Tendência e visão de futuro O futuro do comércio eletrônico passa pela personalização. A era do vendedor passivo acabou. Quem espera que o cliente “tropece” no seu anúncio tá ficando pra trás. O jogo agora é criar audiência, engajar, reter e vender mais de uma vez. Shopee e Mercado Livre estão só começando a explorar esse universo. Provavelmente, vamos ver ferramentas de CRM, automações, fluxos de mensagens e muito mais se integrando às plataformas nativas nos próximos anos. Quem já estiver familiarizado com as ferramentas que existem hoje, vai sair na frente. Além disso, entender como ser entregador do Mercado Livre e Shopee pode abrir portas em uma economia cada vez mais conectada. Seja vendendo no Shopee e Mercado Livre, divulgando nas redes sociais ou cuidando do atendimento ao cliente, o importante é lembrar que cada produto precisa estar alinhado com seus objetivos. Escolha uma plataforma que tenha a ver com seu modelo de negócio. Oferecer frete atrativo, pensar em diferentes tipos de produtos e otimizar sua loja online faz parte do jogo. No fim das contas, são essas estratégias que podem ajudar a construir uma base sólida de clientes.